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Município da Batalha realiza a última reunião operacional com a participação do Secretário de Estado da Proteção Civil
Rui Rocha, Secretário de Estado da Proteção Civil, participou esta manhã, 16 de fevereiro, na última reunião operacional do Município da Batalha para a realização de um ponto de situação no concelho, no âmbito da passagem da tempestade Kristin, com a presença das várias autoridades locais e da proteção civil, na Sala de Sessões da Câmara Municipal.
André Sousa, presidente do Município da Batalha, salientou que ainda existem muitas habitações sem energia e sem fibra. «Vamos tentar ter uma semana de normalidade no âmbito dos serviços municipais e, tentar analisar as candidaturas que recebemos, cerca de 300, num valor de investimento de 1,5 milhão de euros, de forma a que as pessoas possam receber o apoio, o quanto antes. Ao nível de custos de edifícios municipais, temos um valor estimado de três milhões de euros, sem incluir as estradas e saneamento, onde acreditamos que esteja o maior custo da tempestade. Temos de nos preparar para tornar mais resiliente o nosso sistema municipal.»
O Secretário de Estado da Proteção Civil sublinhou que o concelho da Batalha «deu uma resposta muito competente e muito eficaz», e fez um breve resumo do que foi feito antes da tempestade, como reuniões, conferências de imprensa e envio de mensagens à população. Localmente, Rui Rocha reconheceu que «a primeira resposta foi mesmo muito boa, porque todos vós, proteção civil municipal, juntas de freguesia, câmara e serviços municipais, foram fundamentais e espetaculares. Quero deixar esta palavra de agradecimento e de reconhecimento, porque nos primeiros dias fizeram aquilo que era essencial, como chegar às pessoas, desobstruir vias, garantir que estava tudo bem, dentro do possível».
«A partir do segundo ou terceiro dia após a tempestade os problemas críticos na nossa região não tinham nada a ver com proteção civil, mas com energia, com comunicações e com colocar telhados nas casas das pessoas, porque a proteção civil estava garantida. Para estarmos mais bem preparados é preciso estar no terreno, perceber o que se passou e perceber o que temos de melhorar, destacou o Secretário de Estado. «É preciso resiliência nas estruturas críticas que não dependem do público, e por isso estamos a tentar que as juntas de freguesia, os bombeiros e as câmaras que não têm, possam ter geradores.»
Rui Rocha reforçou que «todos nós vamos ter que reorganizar as nossas prioridades, nomeadamente as autarquias, porque, em algumas mais do que outras, os danos são muitos. Da reflexão que fiz temos de ser mais abrangentes, ter mais estratégia, mais planeamento e mais proteção civil, a vários níveis». E concluiu: «daqui da Batalha vou mesmo de coração cheio pelo facto de perceber a forma como deram resposta, como estiveram coordenados, como acompanharam o impacto nas suas várias dimensões e com a rapidez com que o fizeram. Aqui fez-se trabalho e estão todos de parabéns».
Durante a reunião intervieram os responsáveis da proteção civil e serviços municipais, dos bombeiros, da GNR, do Exército, da Segurança Social e das juntas de freguesia, realizando um ponto de situação. Unanimemente, todos deixaram palavras de reconhecimento pelo trabalho focado de equipa, pela colaboração, pelo acolhimento e pela resiliência.
André Sousa encerrou a reunião com uma nota final. «Vamos ter que mudar com certeza o nosso programa eleitoral para dar resposta a esta tempestade, porque os objetivos e as orientações mudaram. Este trabalho só termina quando a última casa tiver eletricidade. Vamos começar a planear a recuperação económica e patrimonial do nosso concelho. Agradeço o trabalho de todos e o empenho!»